domingo, 30 de novembro de 2008

Ensaio Sobre Sociedade e Cultura Contemporânea

Por Joel Haas

A verdade é litorânea
Na sociedade contemporânea
E não é minha conterrânea
Essa verdade litorânea

E essa verdade unilateral
Essa linguagem unilateral
A cópia da mesmice, o mais do mesmo
A informação que eu não vejo!

O espetáculo do efêmero
Esse mundinho tão pequeno
De fragmento em fragmento
Vou me entupindo de nada
Só importa minha vidinha privada
Não me envolvo com essa naba
De fragmento em fragmento
Essa é a minha vida na privada

Privada da vida
Lixo ideológico
Desencanto e desencontro
É a minha na TV
Mas não é esse o meu desejo
Quero astros e estrelas
Desperdiçando o meu tempo

O meu desejo é induzido
Consumo o que não preciso
O meu desejo é criado
Consumismo desvairado

Dans le jornalism fin-de-siècle
Manque seulement l`Internet
Qui aujord`hui c`est une facette
D`une important revolution
Qui, pour leurs revolucionaires, c`est une conspiration
Qui peut-être changerai le monde...

Mais Ciro est pessimist
Pour lui, tout c`est fini

(No Jornalism fin-de-siècle
Falta somente a Internet
Que hoje é uma face
De uma importante Revolução
Que, pelos seus revolucionários, é uma conspiração
Que talvez mudará o mundo...)

Também, é muito pessimista
Parece que tudo acabou

E a sociedade contemporânea?
Não há luz no fim do túnel?
E a conspiração que se levanta?
Será esse meu futuro?

Criatividade e reivenção
A solução na transformação
A volta à realidade
À verdadeira liberdade de expressão

Por que não usar de linguagem simples,
se a maioria não entende quase nada?

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